Já experimentou viajar de mota hoje?

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[Camping] Toca da Raposa 22 e 23.08.2009

Depois de um fim de semana passado numa praia fluvial em Fermil, ocorreu na nossa cabeça a ideia de fazer campismo. Andamos a ver várias zonas, pensamos em deixar de parte o campismo, mas no final de contas lá decidimos ir ao Motor Camping Toca da Raposa, em tempos exclusivo para motociclistas.

Km’s percorridos: 366

Combustível: 22.00€

Portagens: 0.00€

Lembranças: 9.00€

Alojamento: 15.00€ por casal

Comida: 45.00€ por casal

Total: 91.00€

Equipamento: 3 tendas, 4 sacos cama, 1 manta, 3 esteiras, comida, mochilas, toalhas de praia… e mais algo que não me lembro.

Tomamos conhecimento deste parque de campismo através do amigo Pedro (Vulcan_Nomad do fórum VdM), ele em tempos criou um tópico, um grupo conhecido por Praetoriani Portucale tinha lá ido passar um fim de semana, esse tópico chamou-me a atenção.

Nesta viagem fomos seis pessoas, dois casais num carro (o carro é da Célia) e nós fomos na nossa mota, afinal de contas ir ao Camping Toca da Raposa só fazia sentido de mota.

A viagem começou cedo, eram 6h15 da manhã de Sábado quando arrancámos, daqui de casa saímos nós os dois, a Andreia e o Valter (a Andreia é minha prima e o Valter é o seu namorado). Fomos ao encontro do terceiro casal, o David e a Patrícia (amigos que conheci nos tempos que andei no exército).

 

Chegamos a casa do David, vou chama-lo Camarinha porque é o último nome e estou mais habituado, onde também se encontrava a Patrícia… primeiro percalço, a máquina ficou sem espaço no cartão e a bolsa não veio, conclusão, só temos fotografias a partir do Domingo de manhã, até lá as fotos são da máquina da Andreia.

 

Bem… ultrapassado o problema da máquina, guardada porque não tirava fotos, arrancamos em direcção à A29, em Estarreja ir ter à N109 e seguir por nacional até chegar à A25, poupando assim os gastos da portagem.

 

O caminho foi feito nas calmas, o Yaris é um 1.0 e pesado como ia… não há milagres.

 Chegamos à zona de Nelas onde tomamos o pequeno-almoço e fomos fazer compras para o almoço de Sábado.

 

Por lá tentei encontrar um cartão de memória para a máquina… sem sucesso. Entrei em contacto com o amigo Pedro, o qual me informou que só conseguiria encontrar um cartão em Oliveira do Hospital, conformado com a notícia lá tive de aguentar até irmos no Domingo de manhã a Oliveira para mais umas compras e arranjar o bem dito cartão.

Alguém se lembrou que queria comer umas uvas pelo caminho….

A chegada ao parque deu-se por volta das 10h, fomos mesmo nas calmas e sem pressas, fazer compras… o costume e eu todo feliz.

Depois de umas estradas bem fraquinhas, estradas que o GPS que seguia no carro nos mandou seguir, lá chegamos finalmente ao Camping Tocada Raposa, não parecia haver ninguém à beira, chamamos e voltamos a chamar até alguém vir abrir a porta, era a dona do parque, perguntou se era para acampar, dissemos que sim e ela ficou surpreendida por ser tão cedo…

 

Logo à entrada o ambiente era mesmo muito acolhedor e fomos logo postos à vontade, ofereceram-nos uma bebida e ficamos logo ali maravilhados com o acolhimento e a abertura das pessoas.

Fomos então escolher o local para acampar e montar as tendas.

 

A Patrícia e o Camarinha… uma odisseia sem fim!!

O cavalinho aqui estava cansado…

Não tentem perceber, mas é assim mesmo…

O acampamento pronto!

O bar e restaurante.

No fim de montar as tendas fomos fazer o check-in, beber a bebida que nos fora oferecida, falar um pouco, rir também e adivinhem, fomos para a piscina.

Dentro de cada adulto há uma criança.

A piscina foi o local mais frequentado por nós, neste fim de semana.

 

O calor era mais que muito, só na água se estava bem, aproveitamos imenso, aliás, não me lembro de ir a algum lado e passar tanto tempo na água, foi até à hora do almoço…

Já seriam por volta das 14h quando começamos a fazer um churrasco.

A comida soube muito bem, a diversão também. Havia era um gato que gostava de se encostar a mim e virar-me o rabo… a pedir comida, era chato mas engraçado, muito nos rimos com ele.

                           

Com o almoço já nas barrigas, a comida sobrou, foi arrumada a tenda e adivinhem só… piscina outra vez, devia de estar perto de uns 40 graus e nós na água, nem vos passa pela cabeça o bem que soube.

A zona onde está o frigorífico.

No parque temos lá um frigorífico que é para ser usado por toda a gente, podemos colocar lá o que quisermos que ninguém pega.

A simpatia das pessoas não tem fim. O Valter, chegou a comentar comigo que não se encontra em parque nenhum que ele tenha ido uma simpatia e abertura daquelas.

Ele diz que o parque é fantástico em tudo, vindo de uma pessoa experiente em campismo, só posso é acreditar!

Como ainda tínhamos algum tempo livre, demos uma caminhada pelo parque, fomos dar a uma aldeia do outro lado, onde compramos umas garrafas de água.

O senhor perguntou de onde vínhamos, ao dizer que éramos do campismo ficou todo contente e a mandar cumprimentos ao dono, eram conhecidos e amigos.

Depois da tarde, era a hora de ir a banhos para nos lavarmos do cloro da piscina, ir jantar, confraternizar mais um pouco e só no fim irdormir.

O jantar estava divinal, foram bifinhos de peru com um molho, tudo estava bom, até o arroz, que não sou apreciador, eu adorei. Lá tomamos o nosso digestivo, as senhoras também, ficamos a falar e fomos às tendas buscar um Uno, não me apeteceu jogar, fiquei a ver e comemos uns biscoitos que levamos.

Entretanto, também andamos a ver no mapa e no GPS uma praia fluvial, para ir no dia seguinte, a qual acabamos por não ir, mas não se perdeu nada, a piscina estava excelente.

O sossego era algo que não tinha descrição, só se ouvia pessoas a falar na zona do bar do parque, de resto estava tudo silencioso, as estrelas brilhavam como poucas vezes eu vi. Até ficamos todos a olhar para o céu a ver um satélite a passar e a discutir qual seria a constelação da Ursa Maior e a Ursa Menor, etc…

Só me lembro é de olhar para o Camarinha, ele com um ar um pouco desesperado a dizer:

- Epá, que silêncio, sinto falta dos barulhos, de pessoas aos berros, de carros a buzinar.

Muito me ri com esta frase.

Fomos depois para a cama, dormiu-se muito bem nós gostamos muito, eu já sabia como era, na tropa tive uma semana de campo na recruta, mais duas noites em Lamego, no quartel dos Operações Especiais e outra em Vendas Novas, que serviram para nunca me esquecer do que é dormir numa tenda.

O relógio estava para despertar às 8h44 da manhã, era doce, antes dessa hora já estava tudo acordado, ficamos a fazer horas à espera da hora do pequeno almoço, também muito bom por sinal, era comer o quanto quisessemos.

Com o pequeno almoço no estômago, fomos a Oliveira do Hospital, onde comprei o cartão para a máquina, arranjamos umas bebidas, abasteci a mota com 12.00€ = 9 litros +/- (foi quanto ela gastou na viagem até lá;) e voltamos para o parque.

Chegamos para o almoço, onde fizemos umas sandes, houve quem comesse o excedente do dia anterior, mas quem mais beneficiou com isto foram os animais, adoraram a comida.

Entretanto, chegou à nossa beira um grande motociclista e viajante, o António Casteleiro, tirou uma fotografia de grupo para colocar nosite do Toca da Raposa, deu-nos o contacto, estivemos a falar com ele um bocado e continuamos na conversa a fazer horas para ir para a piscina.

Com tudo arrumado fomos para o hall de entrada, falar um pouco, rir mais e eu lá fui ao interior do bar, onde estava o António, falei com ele mais um pouco.

O António deu-me a conhecer o seu site (encontra-se na secção dos links úteis, bem como o do parque de campismo), foi muito amável da parte do António colocar o meu site nos links do seu blog. Muito obrigado pela atenção António.

Talvez um dia vamos andar de mota todos juntos.

A digestão estava feita e fomos todos para a água mais uma vez, eu sei, eu sei, a crónica é um pouco repetitiva, mas se lá estivessem compreendiam muito bem tudo isto.

Entretanto pedimos para tirar uma fotografia à Harley Davidson Road King, de um motociclista belga que estava lá, ficamos a conversar um pouco, a sua mota pesava 360kg , o Valter estava em cima dela, ainda tentou ficar a direito mas sem sucesso.

- Sou fraco. (Dizia o Valter)

Ficamos lá até ao fim da tarde. O Valter teve uma infelicidade, num mergulho calculou mal a manobra e bateu com a cabeça no fundo, abrindo um pouco o sobreolho, mas nada de grave, o rapaz sobreviveu.

Eram horas de desfazer as tendas, fazer as malas, carregar tudo.

Desta vez os alforges da Moto-Detail couberam dentro do carro, assim a Célia conseguiu experimentar o conforto do banco forrado de novo.

É verdade, o Valter tem jeito para isto, se quiserem mandem um email que eu digo-lhes o contacto dele.

A Célia disse maravilhas do banco, adorou o conforto extra.

Nas despedidas fizeram questão que esperássemos para poder falar um pouco, depois com tanta hospitalidade lá deixamos umas salsichas aos motociclistas belgas, deixamos um garrafão de água de 5 litros para usarem no bar e uma recordação para quando lá voltarmos, uma caneta e lanterna que ficou pendurada no lugar… ah e um chupa.

Comprei uma t-shirt do parque por 9.00€ foi a recordação.

Ficou a promessa que lá voltaremos no ano seguinte.

O caminho que fizemos à vinda embora, foi o mesmo que fizemos quando vínhamos para cá.

Encontramos muitas casas abandonadas na zona, no meio de grandes terrenos.

A A25, uma auto-estrada que gosto muito.

Depois enquanto uns se divertiam… outros já dormiam.

Depois o resto já se sabe, viagem de regresso, correu tudo bem, paramos em Santa Maria da Feira para ir ao Mc Donald’s jantar.

Soube muito bem e aconselho o serviço deles. Viemos para casa com as despedidas e com vontade de repetir a viagem.

Agora é esperar e ver quando é que o Camarinha e o Valter se vão tornar mais dois motociclistas…

The End.

Texto: Fábio Pereira (Serzedo)

Fotos: Andreia Ferreira e Célia Coelho (Pendurinha)


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